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sábado, 20 de novembro de 2021

[ASSUSTADOR] 4 Costumes Mortais da Inglaterra Vitoriana


Verde que pode te matar, vestidos com mais bactérias do que banheiro público, fauna corporal própria, chapéus que podem te deixar louco?

Eu sou Lara Capelobo, e hoje eu vou trazer pra vocês 4 costumes mortais da Era Vitoriana.

CLICA AQUI ou na imagem abaixo pra conferir o vídeo completinho no Youtube sobre o assunto.





1. Verde: uma cor mortal

O verde por muito tempo foi a cor da Era Vitoriana. Por ser uma cor tão brilhante e encantadora tornou-se uma sensação em toda a Europa.
E logo, onde quer que você olhasse, era possível ver um tonzinho de verde trazendo cor e morte para o ambiente.

Espera? Morte? Como assim morte?

O verde era usado em tudo. Desde paredes, velas, doces, artesanato, embalagens de alimento, brinquedos, tecidos e muitos outros itens queridinhos na Era Vitoriana. E como tudo na Era vitoriana poderia, ou tentaria te matar, a cor verde não seria diferente.

Em 1775, o químico sueco Carl Wilhelm Scheele inventou um matiz verde brilhante e mortal feito de arsenita, um dos produtos químicos mais tóxicos que existem. Chamado Scheele’s Green, era tão popular que no final do século 19 havia substituído os corantes minerais e vegetais anteriores.

Com base de potássio, arsênico e vitríolo de cobre, o verde era tão brilhante, encantador e Mortal, que um vestido tingido com essa cor era o suficiente para envenenar 20 pessoas de forma letal.

Mesmo com sintomas como infecções pulmonares, asfixia, náusea, cólicas, diarreia, convulsões e dores de cabeça constantes, os vitorianos continuavam a usar o verde e o arsênico em tudo.

Casos de envenenamento pelo Verde Esmeralda eram muitos comuns em crianças que comiam biscoitos tingidos ou ficavam muito tempo em um ambiente com o papel de parede Verde Esmeralda.

Pintores que por molhar a ponta do pincel com os lábios, acabavam ingerindo a tinta, e morrendo por envenenamento de arsênico algumas horas ou dias depois.

Ainda assim, os maiores números de mortos eram entre os trabalhadores têxteis e os operários das fábricas da Era Vitoriana, que devido às más condições de trabalho, como falta de equipamentos de proteção e o fato de ficar enclausurado em ambientes sem janelas e sem ventilação, acabavam tendo contato mais constante com o verde mortal.


2. Elegante por fora, contaminado por dentro


Se já não bastassem os problemas causados pelo uso do arsênico em tudo, os vitorianos dificultavam ainda mais a própria saúde com o uso também do mercúrio. Muito comum na fabricação de material hospitalar, maquiagens e outros produtos do dia a dia vitoriano.

O mercúrio estava em quase todas as casas através de um costume que até hoje pode ser visto por muitos como algo muito chique, mas que antigamente poderia trazer sérios problemas psiquiátricos.

Você já deve ter ouvido a expressão “mad as hatter” ou “louco como um chapeleiro”.
Essa expressão não surgiu à toa na era vitoriana, e muito provavelmente foi o gatilho inspiracional de Lewis Carroll, escritor de Alice no País das Maravilhas, para criação do Chapeleiro Maluco.

Um ‘item’ indispensável pela alta classe da Era vitoriana, que era produzido com puro mercúrio. E mesmo com os fabricantes e os compradores sabendo do risco, o produto literalmente não saia de suas cabeças!

Na busca de encontrar maneiras mais em conta e eficientes de transformar pele de coelho e lebres em feltro maleável, os chapeleiros da Era Vitoriana usavam mercúrio para deixar os chapéus com uma textura mais aveludada, suave e brilhante.

Sem dúvida o processo se mostrava muito eficiente, mas vinha acompanhado com problemas neuromotores, movimentos espasmódicos, paralisias, tremores, problemas cardiorrespiratórios, perda dos dentes, mortes precoces ou no melhor dos casos, alterações de humor, mudanças de personalidade, paranoia e esquizofrenia.

O contato prolongado, tanto dos usuários quanto dos fabricantes, causaram muitos transtornos às famílias vitorianas, mas mesmo assim, o processo continuou sendo usado até pouco depois do fim do século XIX (19).


3. Vestidos com mais bactérias que banheiro público


Além do fato de tudo ser venenoso na Era Vitoriana, ainda existiam outros problemas como a pouca e má higiene pessoal. Era muito comum na Era Vitoriana pessoas indo parar nos hospitais devido a contraírem varíola, tifo, febre e outras pestilências de tecidos infectados ao qual faziam suas roupas

Naquele período as indústrias usavam a mão de obra dos pobres para fornecer os melhores e mais caros tecidos para as altas classes e famílias vitorianas. Já devido à falta de recursos, os pobres usavam roupas de segunda mão feitas a partir de tecidos reciclados que nunca eram desinfetados ou sequer lavados antes do uso. Além disso, era muito comum que os funcionários das fábricas fossem enfestados de piolhos e percevejos e consequentemente, levavam a sujeira do corpo e das roupas para as confecções.

Era muito comum que os uniformes dos soldados e vestuários dos ricos da época fossem infectados e ficassem repletos de piolhos e pulgões, que literalmente vinham das fábricas e de seus próprios operários. E nem mesmo aqueles que estavam no topo das altas classes conseguiam escapar.

Em 1859, a filha de Sir Robert Peel, primeiro-ministro vitoriano, morreu na véspera de seu casamento após usar um vestido contaminado com a bactéria responsável por causar tifo.

Então além de você usar um vestido verde matador, você ainda poderia disseminar doenças por aí como a pior das pragas na era anterior.

Parabéns, Era Vitoriana!

4. Em chamas

O período vitoriano também foi muito conhecido pelos seus incêndios que poderiam começar literalmente em qualquer lugar e por qualquer motivo, pois a quantidade de material altamente inflamável nessa época beirava o ridículo.

Por mais triste que seja dizer isso, na era vitoriana, era muito comum que pessoas morressem queimadas vivas devido a acidentes causados por simplesmente estarem vestindo uma roupa mais confortável, ou estarem de passagem em um ambiente mais quente.

O aumento da popularidade do algodão também trouxe o aumento nos acidentes e mortes por queimadura devido à matéria-prima ser altamente inflamável.

Em uma tarde de 1861, Frances Appleton, a esposa do famoso poeta Henry Wadsworth Longfellow, morreu por consequência de graves queimaduras depois que um fósforo caiu seu deslumbrante vestido, e a incendiou em segundos.

Em 1840, a rainha Vitória popularizou o uso do tule, que, para manter uma aparência mais volumosa e rígida, era banhado com tipo de amido altamente combustível. O resultado foi uma nova moda completamente mortal que poderia fazer com que a vítima queimasse rapidamente, quando não instantaneamente, dando a sensação de que o fogo iniciou do nada.

Muitas vezes não era nem necessário o contato direto com o fogo, apenas uma fonte de calor mais forte já era o suficiente para causar a combustão. Um exemplo disso, temos uma Bailarina, Clara Webster, que em 1844 morreu quando o seu tutu pegou fogo no Teatro Drury Lane, em Londres, apenas por ter chegado muito próximo das luzes do palco.

É! A Era vitoriana conseguia ser tão mortal quanto estranha, e de uma forma bizarra as pessoas daquela época não pareciam se importar tanto com essas mortes.

E aí, você já conhecia algum desses costumes que eu te contei aqui nesse vídeo? Me conta aqui nos comentários.

Me acompanha no Youtube pra mais: Lara Capelobo

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sábado, 30 de outubro de 2021

[RESUMO] História REAL do Halloween Antigo e Atual Completa

Vou te contar a verdadeira história do Halloween, ou Dia das Bruxas, como é conhecido aqui no Brasil.

Samhain, Sowin, Dia de Todos os Santos e Finados. Entenda como que tudo isso tem a ver com o halloween antigo e atual. Começando na Irlanda com os Celtas, indo pros Estados Unidos e como veio parar no Brasil.

Se você tem curiosidade de saber sobre a história real completa da origem, de como surgiu e onde tudo começou, se liga na explicação.

Não perde tempo não que eu trouxe de forma curta e resumida a verdadeira história do Halloween pra você.

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Halloween, bruxas, fantasmas, doces, SOWin, Samhain, ano novo celta, entre várias outras palavras que caracterizam a história dessa data ao longo do tempo.

Existem várias teorias sobre a origem do halloween moderno, mas sem dúvida a mais conhecida aponta para o festival celta de SOWin que era muito praticado, principalmente na Irlanda, Escócia e na Ilha de Man.

SOWin, ou SamHain, no nosso abrasileirado era uma celebração para comemoração do fim do verão nessas regiões. Comemorado por volta de 30 de outubro até 2 de novembro era uma celebração de vários dias podendo, às vezes fugir desse período e chegar a uma semana inteira de comemoração.

Para os Celtas só existia o inverno e o verão, simbolizados pelo lado escuro onde as noites eram mais longas, e o lado mais claro onde o Dia era mais longo que a noite. A festa de Sowin caia sempre bem no meio desse intervalo e marcava a transição entre esses períodos, com dia e noite tendo 12 horas de duração cada um, fechando e iniciando o ano conforme o calendário Celta.

Então, sim! O SOWIN ou SamHaim era o Ano novo dos Celtas.

Além disso, o SOWin era entendido também como o período onde a divisão entre nosso mundo e o mundo dos mortos deixava de existir, e, com isso, as almas dos mortos retornam as suas antigas casas para visitar os familiares, buscar alimento e se aquecerem no fogo da lareira.

Em meio a toda essa celebração, os Druidas, que eram figuras muito importantes para a cultura dos povos Celtas, atuavam como médiuns, incorporando o espirito dos entes queridos para trazer mensagens e ensinamentos para as famílias, as guiando em sua caminhada até o mundo dos mortos.

Mas não se engane com o conhecimento que nós temos sobre o mundo dos mortos. Para os Celtas, o mundo dos mortos era como o paraíso das versões de religiões ocidentais onde não se havia fome, dor, tristeza nem frio.

Tá, mas você deve estar se perguntando como foi então que o SOWin virou o Halloween que conhecemos hoje?

No século VII (7), o Papa Bonifácio IV (Quarto) converteu o Panteão de um templo Romano pagão em um templo dedicado a Virgem Maria e a Todos os Santos e Mártires, na tentativa de salvá-lo da destruição de templos pagãos, que eram muito comuns naquele século. E para marcar e comemorar esse feito Instituiu a festa de Todos os Santos no dia 13 de maio.

Alguns pesquisadores dizem que, na verdade, era para manter os cultos ao panteão romano, mascarando-o de cultos cristãos.

Avançando um pouco no tempo, no Século VIII (8), o Papa Gregório III (Terceiro) mudou a data para 1 de novembro, alegando que a data faria mais sentido nesse dia, pois era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Já no século seguinte, no ano de 840, o Papa Gregório IV (quarto) ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente.

Coincidência ou não, no SOWin também era comemorado o Culto a Deusa Celta Yuubyeol, que era a Deusa da perfeição para os Celtas. No culto dela, era muito comum fartura. Em festivais de colheitas e festejos noturnos eram consumidos pães, bolos, tortas e doces feitos de frutas. E esses alimentos eram também oferecidos aos espíritos pra que eles ficassem calmos e não pregassem peças ou fizessem mal a você e seus familiares. Junto a esse costume também era muito comum que os celtas colocassem velas em nabos Ocos para também afastarem maus espíritos.

Acredito que vocês já estão começando a identificar algumas características do Hallowen, né?

Já na festa de Todos os Santos, os costumes eram vigílias noturnas em cemitérios e missas com orações, ceias e doações de alimentos como ato de caridade ou em troca de orações pelos Santos e pelos falecidos, onde as crianças saíam pela vizinhança de casa em casa, cantando e orando pelas almas dos mortos e Mártires. E em troca recebiam um bolinho chamado “bolo das almas” ou “bolo da boa sorte”. Junto a isso, com o passar do tempo, foi se criando o costume de se vestir como os Santos e os Mártires. Não por diversão, mas como forma de homenageá-los.

Hoje em dia, os estudiosos são divididos com relação aos motivos da troca da data do dia de todos os santos.

Um lado afirma que a troca foi intencional, na tentativa de sobrepor as festas Pagãs, já que era um costume habitual da igreja com datas que fossem de outras religiões.

E o outro lado rebate dizendo que o festival de Samhain não tinha uma data fixa, e que ele era celebrado apenas nas ilhas britânicas, e por esse motivo não tinha força suficiente pra influenciar uma decisão tomada pelo Papa Gregório III (terceiro).

Independente da justificativa, com o passar do tempo as duas festividades acabaram se somando e formando a celebração que ficou conhecida como “All Hallows Evening”, que significa “Véspera do Dia de Todos os Santos”. Com o passar dos anos, os escoceses foram encurtando ALL Hallows Evening, criando o termo All Hallows' Eve, e que futuramente, por volta de 1745, seria encurtada ainda mais, se tornando a palavra Halloween.

Essa é a Origem do Halloween, mas ainda não é o Halloween como nós conhecemos hoje em dia.

Em 1845, a Irlanda estava passando por um período de grande fome, e para tentativa de sobrevivência, mais de 1 milhão de irlandeses migraram para os Estados Unidos, onde levaram suas histórias e tradições. Entre elas, o Halloween.

Poucos anos depois, nos Estados Unidos, o halloween, começou a ser comemorado como uma data oficial. No início era bem parecido com o que era feito na Europa. Mas não demorou muito para os americanos começaram a fazer algumas modificações. Substituindo os nabos Ocos com velas dentro, pelas agora famosas abóboras, também com velas dentro. Isso porque naquela época as abóboras eram mais abundantes e mais baratas. As maçãs foram substituídas pelas cidras, e os Bolos pelos donuts. E mais tarde, os donuts também foram substituídos, dessa vez pelos doces, como conhecemos hoje.

Até a década de 1920, o costume ainda eram as orações, caridade e cânticos em troca das guloseimas. Só depois de um tempo é que foi se modificando para o tão famoso “gostosuras ou travessuras”, conforme a data foi perdendo todo o costume de caráter religioso, e foi se tornando uma festa com objetivo de brincadeira e diversão.

Nos Estados Unidos, o Halloween é considerado o maior feriado não cristão. E se falando no impacto na economia americana, ele só perde para o Natal. Sendo considerado o feriado em que mais se consome chocolate nas terras americanas, ultrapassando a Páscoa e até mesmo o Dia dos Namorados.

Aqui no Brasil o feriado vinha ganhando força nos anos 90, mas algumas pessoas não aceitaram essa data, alegando que a popularidade de uma Data estrangeira poderia apagar a nossa própria cultura. Por isso resolveram criar um projeto de Lei que instituía o dia 31 de outubro como o Dia do Saci, para supostamente valorizar o folclore nacional, mesmo meses antes já tendo o dia do Folclore.

Infelizmente com resultado disso nem o dia do Saci, e nem o Halloween conseguiu criar forças o suficiente para ser comemorado aqui no Brasil, para a minha tristeza e de muitas pessoas que queriam muito poder aproveitar essa festa tão incrível.

Deixa pra mim aqui nos comentários, se você já sabia a história do Halloween, ou se você ainda não conhecia.

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domingo, 24 de outubro de 2021

☥ Fatos Macabros do Egito Antigo

Hoje, quando dizemos Egito Antigo, compilamos a história de mais de 5000 anos como se tudo tivesse acontecido de uma vez só. Quando, na verdade, o reinado de Cleópatra no Egito está mais próximo de nós por muitos milênios do que longe da fundação da civilização egípcia.

Ao longo dos anos, de acordo com a evolução do povo egípcio, eles criaram muitos rituais e tarefas que podem ser considerados extremamente anormais nos dias de hoje. Na verdade, podemos inclusive chamá-los de totalmente loucos!

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O antigo deus egípcio Khnum era um deus muito ocupado. Ele foi responsável pela água do deserto, o início da vida, a criação dos deuses e a proteção da vida após a morte.

Isso tudo é trabalho pra caramba pra um cara só!

Retratado com uma cabeça de carneiro no lugar da cabeça normal, Khnum também era o deus da fertilidade e era associado à criação dos humanos.

A palavra Khnum na antiga língua egípcia significava “construir ou criar”.

Os antigos egípcios acreditavam que Khnum usava uma roda de oleiro para criar humanos e deuses diretamente do barro. E assim, os egípcios do passado acreditavam que eram feitos de barro, como a cerâmica em suas casas. Khnum não apenas criou os corpos dos humanos, mas também construiu o “ka” de cada ser humano, que é na verdade o espírito. O espírito ou força vital foi a bênção de Khnum para manter os humanos saudáveis ​​e dispostos a viver.

Os antigos egípcios também acreditavam que Khnum criou o "Primeiro Ovo". E quando aquele ovo chocou, o sol apareceu dele… Do ovo

Khnum era um deus bem popular durante a primeira dinastia do antigo reino, e era frequentemente referido como o “Pai dos Pais e Mãe das Mães” dos faraós.
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Todo mundo sabe o quanto os egípcios do passado eram obcecados com o ciclo de vida e morte.

Seu fascínio por escaravelhos e besouros de esterco também estavam relacionados a essa obsessão pelo ciclo da vida e da morte.

De acordo com o entomologista Yves Cambefort, os antigos egípcios viam os escaravelhos emergindo com uma bola de cocô rolando e desaparecendo no deserto todos os dias, assim como a gente,hoje, aprecia o nascer e o pôr do sol. Então pra eles naquela época, o besouro rola bosta levando ali seu cocôzinho, tinha a mesma força e simbologia que o sol nascendo e se pondo nos dias de hoje Era pra ficar reflexivo mesmo. Lindo de se ver.

Estranhamente, essas criaturas realmente têm poderes celestiais impressionantes. Os escaravelhos tem um senso de navegação incrível. Eles usam o sol como guia ao movimentar suas pedreiras. Rolando a bola de esterco, o besouro vai parar periodicamente, subir no topo, olhar ao redor para se orientar, descer novamente e começar a empurrar a bola mais uma vez.

É por isso que o deus solar Khepri do Antigo Egito tinha a cara de um besouro de esterco para rolar a bola de fogo de leste a oeste no céu celestial.

Agora você já tá começando a entender onde isso vai dar, né?

Se Khepri é um escaravelho, o sol é a bola de cocô e, assim, o cocô é o símbolo da imortalidade e da reencarnação entre os antigos egípcios.

Agora peraí, porque existem níveis para isso. Ainda fica um pouco mais interessante.

Os antigos egípcios consideravam sagrados os excrementos fecais de todos os animais e os adicionavam em seus remédios. Cocô de gazelas, cachorros, gatos, burros etc. era tudo usado em vários tipos de curas e pomadas. Alguns até foram usados ​​em rituais espirituais e de exorcismo também.

Mas o do crocodilo era o mais especial de todos, porque não era apenas um remédio, era também considerado um anticoncepcional!

Isso mesmo!

O “Papiro Ginecológico de Kahun” é um dos registros médicos de quatro mil anos de idade, que detalha tudo sobre os meios e medidas usados ​​pelos antigos egípcios para o controle da natalidade.

O documento está repleto de práticas bizarras. Os egípcios antigos foram de fato um dos primeiros praticantes do uso de medidas preventivas, mas esses contraceptivos eram feitos do mesmo tecido que usavam para fazer uma tanga! Peraí, se você tá achando isso estranho, se liga só:

uma mistura de mel e “esterco de crocodilo” era usada por mulheres do Egito Antigo como pessário. De forma beeem mais simples, pessário seria algo equivalente ao diafragma.

Agora sim, usar um bloco feito de mel e esterco de crocodilo como pessário, hmmm parece nojento.

O esterco por ser ácido, agia como espermicida, e quaisquer insetos que o esterco pudesse carregar eram eliminados pelo mel por causa de suas propriedades antibacterianas, que também ajudavam a cuidar de DSTs. Com certeza, a mistura de esterco de crocodilo e mel parece repulsiva e pegajosa, para dizer o mínimo, mas ao mesmo tempo era uma prática que os egípcios pensavam que funcionava.

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Os testes de gravidez no Egito Antigo eram muito diferentes dos que são usados ​​hoje em dia. Independente disso, as mulheres hoje em dia têm a facilidade de fazer testes de gravidez modernos pra identificar quando é o momento certo de se começar a fazer as consultas pré-natal ou pra dar a boa notícia pra família e amigos.

Os egípcios antigos, surpreendentemente, tinham um método semelhante para seus controles de gravidez.

Nos primeiros testes de gravidez conhecidos, as mulheres do antigo Egito iam aos campos de trigo e cevada, que tinham sido recentemente semeados, e urinavam nas sementes. Se essas sementes germinassem mais rápido que o normal da floração, isso significaria uma gravidez positiva.

Pode soar como um método do tempo do ronca, mas os testes de gravidez modernos daqueles de farmácia, funcionam da mesma forma. Isso porque durante a gravidez, há um hormônio específico no xixi das mulheres e esse hormônio ajuda as sementes a brotar mais rápido.

Os testes de gravidez de farmácia detectam a quantidade desse mesmo hormônio na urina das mulheres para concluir se estão grávidas ou não.

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Uma das coisas mais fascinantes sobre o Egito Antigo para o historiador grego Heródoto era a igualdade na sociedade egípcia.

Ao contrário da Grécia e de Roma, onde as mulheres tinham status social inferior ao dos homens, o Egito permitia que as mulheres não apenas possuíssem propriedades e governassem, mas também podiam trabalhar em qualquer campo que desejassem.

Haviam curandeiras, altas sacerdotisas, oficiais militares e outros cargos. Da mesma forma, os homens usufruíam de privilégios no Egito Antigo, que no mundo exterior eram considerados privilégios femininos.

Os homens do Egito usavam maquiagem com confiança como as mulheres. Delineadores bem grossos com o famoso gatinho eram super populares junto com perucas perfumadas inclusive.

Óleos e gorduras animais eram usados ​​como hidratantes por homens e mulheres.

Henna, bem popular nas culturas modernas hoje, foi usada para criar tatuagens extravagantes. Sabe aquela tatuagem que você faz na praia com um miçangueiro?! Então, no Egito também tinha disso aí.

Aliás, acredita-se que a maquiagem era muito mais so que apenas deixá-los fabulosos, mas também atuava como protetor da pele.

Mas a igualdade não parava por aí, os homens do Egito também tinham “aquele período” do mês.

Como assim? Menstruação masculina?

É disso mesmo que eu tô falando! Apesar de todas as práticas higiênicas e culturais de pureza, o antigo Egito tinha muitas doenças. E, infelizmente, uma delas era a esquistossomose, que fazia as pessoas urinarem e fazer cocô de sangue. Era tão difundido que as pessoas nem pensavam que era uma doença; eles pensavam que os homens estavam menstruando.

Os egípcios aceitavam que os homens tinham períodos como as mulheres, como parte do crescimento. Eles até acreditavam que sangrar era um sinal de fertilidade nos homens.

Se eles soubessem que não era sinal de fertilidade...

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No antigo Egito, se você ouviu uma manada de macacos correndo em sua direção gritando, corra! Considere-se uma pessoa procurada, um fora da lei, porque o mandado tinha sido emitido e os policiais estavam vindo pra te pegar.

Mas policiais que eram babuínos!

Os gatos eram a escolha mais popular, mas os antigos egípcios amavam todos os tipos de animais.

Quase não havia animais na biosfera africana que os egípcios nem pensassem duas vezes em ter como bichinhos de estimação. Leões, íbis, gazelas, hipopótamos, peixes, pássaros, macacos, babuínos… Os antigos egípcios eram conhecidos por seus animais de estimação exóticos, mas nem todos eram para se exibir.

Hoje no mundo todo temos os cães treinados e usados ​​por departamentos de polícia pra ajudar na busca, rastreamento e detecção; Só que lá no Egito, os antigos egípcios usavam babuínos. Inclusive existem hieróglifos e obras de arte que sobreviveram a todos séculos que retratam autoridades egípcias usando babuínos em coleiras para prender criminosos.

Um pedaço chocante de uma obra de arte egípcia clássica mostra autoridades soltando um babuíno em um ladrão em um mercado, e o criminoso implorando que eles mandem o animal parar enquanto ele morde sua perna.

Os babuínos de estimação no antigo Egito também sabiam como colher frutas, dançar e, melhor ainda: fazer cerveja!

Seus donos os amavam tanto que algumas múmias foram encontradas com tatuagens e obras de arte de babuínos.

E aí, o que você achou? Ficou faltando alguma bizarrice do Egito Antigo? Me conta aqui nos comentários.

Te vejo na próxima com mais fatos macabros.
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sábado, 23 de outubro de 2021

💀 Fatos Macabros que Eram Considerados Normais na Era Vitoriana

A era vitoriana continua na nossa imaginação como um período de muita elegância, estilo classudo, e cartolas. Mas será que era isso mesmo?

Desde posar com cadáveres até usar múmias egípcias como tinta para quadros, coisas que pra gente hoje é completamente insano e macabro, mas na era vitoriana eram completamente normais.

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Sua Majestade Vitória, Rainha do Reino Unido, da Grã-Bretanha, da Irlanda, defensora da

Fé, Imperatriz da Índia... Além de ser difícil caber tudo isso em um cartão de visita, todos esses títulos pertenceram à Rainha Vitória desde 1837, até 1901, em sua morte.

Ela governou por 64 anos, mais do que qualquer outro monarca que veio antes dela. O reinado de Vitória foi uma época de um grande progresso e inovação na ciência, medicina, reformas legais, literatura e cultura popular.

De muitas maneiras, o mundo moderno começou a tomar forma durante essa época. Mas, como haviam tantas novas invenções e desenvolvimentos, as coisas que consideramos totalmente normais pra gente agora, no mundo de hoje, lá atrás, logo no seu início assumiam formas bem estranhas.

Por exemplo, um dos novos desenvolvimentos empolgantes da era vitoriana foi a ciência inovadora da fotografia.

Tirar sua fotografia começou como um luxo caro, mas com a proliferação da arte, tornou-se mais barato - muito mais barato até do que ter seu retrato pintado. À medida que a fotografia se tornava mais comum, as pessoas naturalmente tiravam fotos de todos os cadáveres que encontravam.

Espera aí, o que?? Sim, a fotografia de cadáveres na era vitoriana, era uma coisa completamente normal. Mesmo que pareça bem bizarro agora, mas funcionava assim: eles colocavam os cadáveres em suportes e os colocavam como se ainda estivessem vivos, às vezes até pintando os olhos nas pálpebras para dar um realismo. E então eles fotografavam esses corpos, muitas vezes com seus familiares vivos em pé, ali ao seu redor.

Mas você deve estar se perguntando: por que eles faziam isso? Bem, na época, as doenças ainda eram um problema muito grande - haviam epidemias de febre tifoide, difteria, cólera, e o que mais você imaginar - então muitas famílias tragicamente perdiam suas crianças antes mesmo que pudessem ser fotografadas. Além disso, as pessoas mais pobres daquela época não tinham muito essa pressa de querer registrar seus entes. Pelo menos não até que ficasse bem claro que nunca teriam outra chance de ter uma imagem de um membro da família. Só que já era tarde demais. E esse era o momento que tinha pra fazer o clique.

A morte estava pra todo lado na era vitoriana, e eles até que estavam bem acostumados com isso.

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Falando em coisas mortas, será que a morte não daria uma ótima inspiração pra um lindo cartão de Natal? Embora as lembrancinhas dessa data hoje em dia geralmente tem fotos da família, árvores de natal ou paisagens de inverno com neve, os cartões festivos da era vitoriana incluíam pássaros mortos, palhaços, crianças fervidas, sapos assassinos, o diabo, bonecos de neve de filmes de terror e humanos com corpos vegetais.

No Natal na Era Vitoriana tava todo mundo muito louco? Bem, mas fato é que o Natal só realmente começou a decolar como um feriado omo a gente conhece hoje, lá na era vitoriana mesmo. Em 1843, Charles Dickens publicou seu livro intitulado A Christmas Carol, que, após uma reflexão posterior, dá pra perceber que é uma história bem assustadora. E isso coincidiu de ser no mesmo ano em que foi criado o primeiro cartão de Natal. À medida que as taxas de alfabetização foram aumentando, o envio de cartões de Natal começou a se tornar o fenômeno que é hoje. Aqui no Brasil a gente não tem tanto esse hábito, mas lá fora é bem forte.

Com base nessas imagens ameaçadoras, pode parecer que o objetivo era aterrorizar a pessoa que tava sendo presenteada com esse belíssimo cartão até o Natal do ano seguinte. Mas esses cartões eram, na verdade, considerados mais como obras de arte que provocavam conversas e eram frequentemente relacionados ao folclore e superstições da época.

Olha só, o diabo, por exemplo, que é uma presença frequente nos cartões de Natal da era vitoriana. De acordo com a lenda inglesa, o diabo realmente se juntou ao Papai Noel, sequestrando as crianças travessas e batendo nelas com um pedaço de pau.

Ganhar carvão no lugar do presente, hmm que nada! Se você foi malvadinho esse ano, você tomava era uma paulada do próprio diabo junto com o Papai Noel.

Até mesmo o Papai Noel era maluco na era vitoriana - além de contratar o próprio Satanás, ele é descrito como um cara que espia as criancinhas pelas janelas, e até enfia elas dentro de sua bolsa de brinquedos.

Até onde eu sei, raptar crianças definitivamente não faz parte do espírito natalino!

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Claro, talvez a morte teria sido um tema a menos na era vitoriana se esses caras parassem de comer arsênico.

A galera da era vitoriana colocava arsênico em tudo - medicamentos para reduzir a libido, papel de parede, brinquedos, tecidos e até produtos de beleza. Os padrões de beleza vitorianos favoreciam mulheres com pele pálida, e o arsênico pode causar perda de pigmento. Então você poderia tranquilamente ir até a loja e comprar um produto chamado Wafers de Tez, de Arsênico da Dra. Rose.

E eram exatamente o que pareciam: pequenas bolachas crocantes cheias de arsênico para as pessoas mordiscarem, na esperança de obter aquela palidez de cadáver fresca.

E o melhor: as bolachas foram anunciadas como "perfeitamente inofensivas".

De qualquer forma, eu não preciso te dizer, né que o arsênico não é assim, perfeitamente inofensivo.

O trióxido de arsênio é um composto metálico extremamente tóxico.

Pode até ser tolerado pelo corpo humano em quantidades muito pequenas, mas a exposição a longo prazo causa danos ao fígado e aos rins, queda de cabelo, conjuntivite, vitiligo e, claro, eventualmente a morte.

E não para por aí... Para piorar as coisas, se o seu corpo começar a criar uma certa tolerância, ele simplesmente se torna viciante.

Gente, e não é como se as pessoas não soubessem das coisas não, tá.

Por que o primeiro tipo de uso do arsênico, e que deixou ele conhecido: foi como veneno de rato. E, claro, houveram um monte de assassinatos por envenenamento por arsênico ao longo do século 19.

Mas, aparentemente, as pessoas pensavam que ia valer a pena só pra ter o brilho de Edward Cullen.
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A estranha obsessão dos vitorianos com morrer, e a morte em si, se estendia àqueles que morreram há milhares de anos atrás. Havia uma grande apreço por todo o estilo e pela cultura do Egito Antigo - um outro período também conhecido por seus intensos rituais de morte.

Os vitorianos adoravam se apropriar de artefatos egípcios, copiar a arquitetura egípcia e pintar com múmias egípcias. Sim, eu falei certo. Pintar COM múmias. Por que sabe o que eles faziam? Trituravam múmias egípcias para fazer pigmentos de tinta, especificamente pra uma cor chamada: marrom múmia. Nome perfeito!

Os vitorianos adoravam múmias - quem era da elite, que esbanjava do dinheiro, oferecia coquetéis sofisticados, onde as ataduras de uma múmia eram desembrulhadas, e a comunidade da arte vitoriana misturava restos mortais de múmias para usar nos trabalhos de pintura.

O intuito é que essa tinta, era para ser uma cor boa, especificamente para pintar tons em rostos humanos nos quadros. A prática acabou morrendo, mas não porque era nojenta, desrespeitosa e estranha, mas porque eles estavam ficando sem múmias. 


Afinal, existem tantos egípcios mortos, e os museus estavam se tornando mais exigentes, querendo todas as melhores múmias para exibição. Então a demanda por múmia marrom superou a oferta, e alguns artistas menos exigentes desenterraram os corpos de criminosos recentemente mortos para moer, tentando duplicar a cor.

Só que felizmente, a prática de fazer tinta com múmias terminou no século 20. Você ainda pode encontrar um tubo de tinta da cor chamada ‘Mummy Brown’ na loja de materiais de arte, mas hoje em dia é feito de pigmentos sintéticos.

A era vitoriana foi uma época estranha. Cheia de inovação, mas ainda muito reprimida. Avançada cientificamente, mas ainda cercada de doenças e mortes evitáveis. Uma população em expansão que estava aficionada em sua própria mortalidade.


De muitas formas, os avanços tecnológicos e as mudanças culturais daquela época são refletidos até hoje no mundo moderno. Claro que não somos obcecados por fotos com mortos, não colocamos veneno em nossos corpos por vontade própria só porque achamos que isso vai nos parecer legais? Né? Certo?


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Te vejo na próxima com mais fatos macabros.


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