sábado, 20 de novembro de 2021
[ASSUSTADOR] 4 Costumes Mortais da Inglaterra Vitoriana
Verde que pode te matar, vestidos com mais bactérias do que banheiro público, fauna corporal própria, chapéus que podem te deixar louco?
Eu sou Lara Capelobo, e hoje eu vou trazer pra vocês 4 costumes mortais da Era Vitoriana.
CLICA AQUI ou na imagem abaixo pra conferir o vídeo completinho no Youtube sobre o assunto.
1. Verde: uma cor mortal
O verde por muito tempo foi a cor da Era Vitoriana. Por ser uma cor tão brilhante e encantadora tornou-se uma sensação em toda a Europa.
E logo, onde quer que você olhasse, era possível ver um tonzinho de verde trazendo cor e morte para o ambiente.
Espera? Morte? Como assim morte?
O verde era usado em tudo. Desde paredes, velas, doces, artesanato, embalagens de alimento, brinquedos, tecidos e muitos outros itens queridinhos na Era Vitoriana. E como tudo na Era vitoriana poderia, ou tentaria te matar, a cor verde não seria diferente.
Em 1775, o químico sueco Carl Wilhelm Scheele inventou um matiz verde brilhante e mortal feito de arsenita, um dos produtos químicos mais tóxicos que existem. Chamado Scheele’s Green, era tão popular que no final do século 19 havia substituído os corantes minerais e vegetais anteriores.
Com base de potássio, arsênico e vitríolo de cobre, o verde era tão brilhante, encantador e Mortal, que um vestido tingido com essa cor era o suficiente para envenenar 20 pessoas de forma letal.
Mesmo com sintomas como infecções pulmonares, asfixia, náusea, cólicas, diarreia, convulsões e dores de cabeça constantes, os vitorianos continuavam a usar o verde e o arsênico em tudo.
Casos de envenenamento pelo Verde Esmeralda eram muitos comuns em crianças que comiam biscoitos tingidos ou ficavam muito tempo em um ambiente com o papel de parede Verde Esmeralda.
Pintores que por molhar a ponta do pincel com os lábios, acabavam ingerindo a tinta, e morrendo por envenenamento de arsênico algumas horas ou dias depois.
Ainda assim, os maiores números de mortos eram entre os trabalhadores têxteis e os operários das fábricas da Era Vitoriana, que devido às más condições de trabalho, como falta de equipamentos de proteção e o fato de ficar enclausurado em ambientes sem janelas e sem ventilação, acabavam tendo contato mais constante com o verde mortal.
2. Elegante por fora, contaminado por dentro
Se já não bastassem os problemas causados pelo uso do arsênico em tudo, os vitorianos dificultavam ainda mais a própria saúde com o uso também do mercúrio. Muito comum na fabricação de material hospitalar, maquiagens e outros produtos do dia a dia vitoriano.
O mercúrio estava em quase todas as casas através de um costume que até hoje pode ser visto por muitos como algo muito chique, mas que antigamente poderia trazer sérios problemas psiquiátricos.
Você já deve ter ouvido a expressão “mad as hatter” ou “louco como um chapeleiro”.
Essa expressão não surgiu à toa na era vitoriana, e muito provavelmente foi o gatilho inspiracional de Lewis Carroll, escritor de Alice no País das Maravilhas, para criação do Chapeleiro Maluco.
Um ‘item’ indispensável pela alta classe da Era vitoriana, que era produzido com puro mercúrio. E mesmo com os fabricantes e os compradores sabendo do risco, o produto literalmente não saia de suas cabeças!
Na busca de encontrar maneiras mais em conta e eficientes de transformar pele de coelho e lebres em feltro maleável, os chapeleiros da Era Vitoriana usavam mercúrio para deixar os chapéus com uma textura mais aveludada, suave e brilhante.
Sem dúvida o processo se mostrava muito eficiente, mas vinha acompanhado com problemas neuromotores, movimentos espasmódicos, paralisias, tremores, problemas cardiorrespiratórios, perda dos dentes, mortes precoces ou no melhor dos casos, alterações de humor, mudanças de personalidade, paranoia e esquizofrenia.
O contato prolongado, tanto dos usuários quanto dos fabricantes, causaram muitos transtornos às famílias vitorianas, mas mesmo assim, o processo continuou sendo usado até pouco depois do fim do século XIX (19).
3. Vestidos com mais bactérias que banheiro público
Além do fato de tudo ser venenoso na Era Vitoriana, ainda existiam outros problemas como a pouca e má higiene pessoal. Era muito comum na Era Vitoriana pessoas indo parar nos hospitais devido a contraírem varíola, tifo, febre e outras pestilências de tecidos infectados ao qual faziam suas roupas
Naquele período as indústrias usavam a mão de obra dos pobres para fornecer os melhores e mais caros tecidos para as altas classes e famílias vitorianas. Já devido à falta de recursos, os pobres usavam roupas de segunda mão feitas a partir de tecidos reciclados que nunca eram desinfetados ou sequer lavados antes do uso. Além disso, era muito comum que os funcionários das fábricas fossem enfestados de piolhos e percevejos e consequentemente, levavam a sujeira do corpo e das roupas para as confecções.
Era muito comum que os uniformes dos soldados e vestuários dos ricos da época fossem infectados e ficassem repletos de piolhos e pulgões, que literalmente vinham das fábricas e de seus próprios operários. E nem mesmo aqueles que estavam no topo das altas classes conseguiam escapar.
Em 1859, a filha de Sir Robert Peel, primeiro-ministro vitoriano, morreu na véspera de seu casamento após usar um vestido contaminado com a bactéria responsável por causar tifo.
Então além de você usar um vestido verde matador, você ainda poderia disseminar doenças por aí como a pior das pragas na era anterior.
Parabéns, Era Vitoriana!
4. Em chamas
O período vitoriano também foi muito conhecido pelos seus incêndios que poderiam começar literalmente em qualquer lugar e por qualquer motivo, pois a quantidade de material altamente inflamável nessa época beirava o ridículo.
Por mais triste que seja dizer isso, na era vitoriana, era muito comum que pessoas morressem queimadas vivas devido a acidentes causados por simplesmente estarem vestindo uma roupa mais confortável, ou estarem de passagem em um ambiente mais quente.
O aumento da popularidade do algodão também trouxe o aumento nos acidentes e mortes por queimadura devido à matéria-prima ser altamente inflamável.
Em uma tarde de 1861, Frances Appleton, a esposa do famoso poeta Henry Wadsworth Longfellow, morreu por consequência de graves queimaduras depois que um fósforo caiu seu deslumbrante vestido, e a incendiou em segundos.
Em 1840, a rainha Vitória popularizou o uso do tule, que, para manter uma aparência mais volumosa e rígida, era banhado com tipo de amido altamente combustível. O resultado foi uma nova moda completamente mortal que poderia fazer com que a vítima queimasse rapidamente, quando não instantaneamente, dando a sensação de que o fogo iniciou do nada.
Muitas vezes não era nem necessário o contato direto com o fogo, apenas uma fonte de calor mais forte já era o suficiente para causar a combustão. Um exemplo disso, temos uma Bailarina, Clara Webster, que em 1844 morreu quando o seu tutu pegou fogo no Teatro Drury Lane, em Londres, apenas por ter chegado muito próximo das luzes do palco.
É! A Era vitoriana conseguia ser tão mortal quanto estranha, e de uma forma bizarra as pessoas daquela época não pareciam se importar tanto com essas mortes.
E aí, você já conhecia algum desses costumes que eu te contei aqui nesse vídeo? Me conta aqui nos comentários.
Me acompanha no Youtube pra mais: Lara Capelobo
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