domingo, 24 de outubro de 2021

☥ Fatos Macabros do Egito Antigo

Hoje, quando dizemos Egito Antigo, compilamos a história de mais de 5000 anos como se tudo tivesse acontecido de uma vez só. Quando, na verdade, o reinado de Cleópatra no Egito está mais próximo de nós por muitos milênios do que longe da fundação da civilização egípcia.

Ao longo dos anos, de acordo com a evolução do povo egípcio, eles criaram muitos rituais e tarefas que podem ser considerados extremamente anormais nos dias de hoje. Na verdade, podemos inclusive chamá-los de totalmente loucos!

CLICA AQUI ou na imagem abaixo pra conferir o vídeo completinho no Youtube sobre o assunto.

O antigo deus egípcio Khnum era um deus muito ocupado. Ele foi responsável pela água do deserto, o início da vida, a criação dos deuses e a proteção da vida após a morte.

Isso tudo é trabalho pra caramba pra um cara só!

Retratado com uma cabeça de carneiro no lugar da cabeça normal, Khnum também era o deus da fertilidade e era associado à criação dos humanos.

A palavra Khnum na antiga língua egípcia significava “construir ou criar”.

Os antigos egípcios acreditavam que Khnum usava uma roda de oleiro para criar humanos e deuses diretamente do barro. E assim, os egípcios do passado acreditavam que eram feitos de barro, como a cerâmica em suas casas. Khnum não apenas criou os corpos dos humanos, mas também construiu o “ka” de cada ser humano, que é na verdade o espírito. O espírito ou força vital foi a bênção de Khnum para manter os humanos saudáveis ​​e dispostos a viver.

Os antigos egípcios também acreditavam que Khnum criou o "Primeiro Ovo". E quando aquele ovo chocou, o sol apareceu dele… Do ovo

Khnum era um deus bem popular durante a primeira dinastia do antigo reino, e era frequentemente referido como o “Pai dos Pais e Mãe das Mães” dos faraós.
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Todo mundo sabe o quanto os egípcios do passado eram obcecados com o ciclo de vida e morte.

Seu fascínio por escaravelhos e besouros de esterco também estavam relacionados a essa obsessão pelo ciclo da vida e da morte.

De acordo com o entomologista Yves Cambefort, os antigos egípcios viam os escaravelhos emergindo com uma bola de cocô rolando e desaparecendo no deserto todos os dias, assim como a gente,hoje, aprecia o nascer e o pôr do sol. Então pra eles naquela época, o besouro rola bosta levando ali seu cocôzinho, tinha a mesma força e simbologia que o sol nascendo e se pondo nos dias de hoje Era pra ficar reflexivo mesmo. Lindo de se ver.

Estranhamente, essas criaturas realmente têm poderes celestiais impressionantes. Os escaravelhos tem um senso de navegação incrível. Eles usam o sol como guia ao movimentar suas pedreiras. Rolando a bola de esterco, o besouro vai parar periodicamente, subir no topo, olhar ao redor para se orientar, descer novamente e começar a empurrar a bola mais uma vez.

É por isso que o deus solar Khepri do Antigo Egito tinha a cara de um besouro de esterco para rolar a bola de fogo de leste a oeste no céu celestial.

Agora você já tá começando a entender onde isso vai dar, né?

Se Khepri é um escaravelho, o sol é a bola de cocô e, assim, o cocô é o símbolo da imortalidade e da reencarnação entre os antigos egípcios.

Agora peraí, porque existem níveis para isso. Ainda fica um pouco mais interessante.

Os antigos egípcios consideravam sagrados os excrementos fecais de todos os animais e os adicionavam em seus remédios. Cocô de gazelas, cachorros, gatos, burros etc. era tudo usado em vários tipos de curas e pomadas. Alguns até foram usados ​​em rituais espirituais e de exorcismo também.

Mas o do crocodilo era o mais especial de todos, porque não era apenas um remédio, era também considerado um anticoncepcional!

Isso mesmo!

O “Papiro Ginecológico de Kahun” é um dos registros médicos de quatro mil anos de idade, que detalha tudo sobre os meios e medidas usados ​​pelos antigos egípcios para o controle da natalidade.

O documento está repleto de práticas bizarras. Os egípcios antigos foram de fato um dos primeiros praticantes do uso de medidas preventivas, mas esses contraceptivos eram feitos do mesmo tecido que usavam para fazer uma tanga! Peraí, se você tá achando isso estranho, se liga só:

uma mistura de mel e “esterco de crocodilo” era usada por mulheres do Egito Antigo como pessário. De forma beeem mais simples, pessário seria algo equivalente ao diafragma.

Agora sim, usar um bloco feito de mel e esterco de crocodilo como pessário, hmmm parece nojento.

O esterco por ser ácido, agia como espermicida, e quaisquer insetos que o esterco pudesse carregar eram eliminados pelo mel por causa de suas propriedades antibacterianas, que também ajudavam a cuidar de DSTs. Com certeza, a mistura de esterco de crocodilo e mel parece repulsiva e pegajosa, para dizer o mínimo, mas ao mesmo tempo era uma prática que os egípcios pensavam que funcionava.

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Os testes de gravidez no Egito Antigo eram muito diferentes dos que são usados ​​hoje em dia. Independente disso, as mulheres hoje em dia têm a facilidade de fazer testes de gravidez modernos pra identificar quando é o momento certo de se começar a fazer as consultas pré-natal ou pra dar a boa notícia pra família e amigos.

Os egípcios antigos, surpreendentemente, tinham um método semelhante para seus controles de gravidez.

Nos primeiros testes de gravidez conhecidos, as mulheres do antigo Egito iam aos campos de trigo e cevada, que tinham sido recentemente semeados, e urinavam nas sementes. Se essas sementes germinassem mais rápido que o normal da floração, isso significaria uma gravidez positiva.

Pode soar como um método do tempo do ronca, mas os testes de gravidez modernos daqueles de farmácia, funcionam da mesma forma. Isso porque durante a gravidez, há um hormônio específico no xixi das mulheres e esse hormônio ajuda as sementes a brotar mais rápido.

Os testes de gravidez de farmácia detectam a quantidade desse mesmo hormônio na urina das mulheres para concluir se estão grávidas ou não.

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Uma das coisas mais fascinantes sobre o Egito Antigo para o historiador grego Heródoto era a igualdade na sociedade egípcia.

Ao contrário da Grécia e de Roma, onde as mulheres tinham status social inferior ao dos homens, o Egito permitia que as mulheres não apenas possuíssem propriedades e governassem, mas também podiam trabalhar em qualquer campo que desejassem.

Haviam curandeiras, altas sacerdotisas, oficiais militares e outros cargos. Da mesma forma, os homens usufruíam de privilégios no Egito Antigo, que no mundo exterior eram considerados privilégios femininos.

Os homens do Egito usavam maquiagem com confiança como as mulheres. Delineadores bem grossos com o famoso gatinho eram super populares junto com perucas perfumadas inclusive.

Óleos e gorduras animais eram usados ​​como hidratantes por homens e mulheres.

Henna, bem popular nas culturas modernas hoje, foi usada para criar tatuagens extravagantes. Sabe aquela tatuagem que você faz na praia com um miçangueiro?! Então, no Egito também tinha disso aí.

Aliás, acredita-se que a maquiagem era muito mais so que apenas deixá-los fabulosos, mas também atuava como protetor da pele.

Mas a igualdade não parava por aí, os homens do Egito também tinham “aquele período” do mês.

Como assim? Menstruação masculina?

É disso mesmo que eu tô falando! Apesar de todas as práticas higiênicas e culturais de pureza, o antigo Egito tinha muitas doenças. E, infelizmente, uma delas era a esquistossomose, que fazia as pessoas urinarem e fazer cocô de sangue. Era tão difundido que as pessoas nem pensavam que era uma doença; eles pensavam que os homens estavam menstruando.

Os egípcios aceitavam que os homens tinham períodos como as mulheres, como parte do crescimento. Eles até acreditavam que sangrar era um sinal de fertilidade nos homens.

Se eles soubessem que não era sinal de fertilidade...

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No antigo Egito, se você ouviu uma manada de macacos correndo em sua direção gritando, corra! Considere-se uma pessoa procurada, um fora da lei, porque o mandado tinha sido emitido e os policiais estavam vindo pra te pegar.

Mas policiais que eram babuínos!

Os gatos eram a escolha mais popular, mas os antigos egípcios amavam todos os tipos de animais.

Quase não havia animais na biosfera africana que os egípcios nem pensassem duas vezes em ter como bichinhos de estimação. Leões, íbis, gazelas, hipopótamos, peixes, pássaros, macacos, babuínos… Os antigos egípcios eram conhecidos por seus animais de estimação exóticos, mas nem todos eram para se exibir.

Hoje no mundo todo temos os cães treinados e usados ​​por departamentos de polícia pra ajudar na busca, rastreamento e detecção; Só que lá no Egito, os antigos egípcios usavam babuínos. Inclusive existem hieróglifos e obras de arte que sobreviveram a todos séculos que retratam autoridades egípcias usando babuínos em coleiras para prender criminosos.

Um pedaço chocante de uma obra de arte egípcia clássica mostra autoridades soltando um babuíno em um ladrão em um mercado, e o criminoso implorando que eles mandem o animal parar enquanto ele morde sua perna.

Os babuínos de estimação no antigo Egito também sabiam como colher frutas, dançar e, melhor ainda: fazer cerveja!

Seus donos os amavam tanto que algumas múmias foram encontradas com tatuagens e obras de arte de babuínos.

E aí, o que você achou? Ficou faltando alguma bizarrice do Egito Antigo? Me conta aqui nos comentários.

Te vejo na próxima com mais fatos macabros.
Me acompanha no Youtube pra mais: Lara Capelobo

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