sábado, 23 de outubro de 2021
💀 Fatos Macabros que Eram Considerados Normais na Era Vitoriana
A era vitoriana continua na nossa imaginação como um período de muita elegância, estilo classudo, e cartolas. Mas será que era isso mesmo?
Desde posar com cadáveres até usar múmias egípcias como tinta para quadros, coisas que pra gente hoje é completamente insano e macabro, mas na era vitoriana eram completamente normais.
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Sua Majestade Vitória, Rainha do Reino Unido, da Grã-Bretanha, da Irlanda, defensora da
Fé, Imperatriz da Índia... Além de ser difícil caber tudo isso em um cartão de visita, todos esses títulos pertenceram à Rainha Vitória desde 1837, até 1901, em sua morte.
Ela governou por 64 anos, mais do que qualquer outro monarca que veio antes dela. O reinado de Vitória foi uma época de um grande progresso e inovação na ciência, medicina, reformas legais, literatura e cultura popular.
De muitas maneiras, o mundo moderno começou a tomar forma durante essa época. Mas, como haviam tantas novas invenções e desenvolvimentos, as coisas que consideramos totalmente normais pra gente agora, no mundo de hoje, lá atrás, logo no seu início assumiam formas bem estranhas.
Por exemplo, um dos novos desenvolvimentos empolgantes da era vitoriana foi a ciência inovadora da fotografia.
Tirar sua fotografia começou como um luxo caro, mas com a proliferação da arte, tornou-se mais barato - muito mais barato até do que ter seu retrato pintado. À medida que a fotografia se tornava mais comum, as pessoas naturalmente tiravam fotos de todos os cadáveres que encontravam.
Espera aí, o que?? Sim, a fotografia de cadáveres na era vitoriana, era uma coisa completamente normal. Mesmo que pareça bem bizarro agora, mas funcionava assim: eles colocavam os cadáveres em suportes e os colocavam como se ainda estivessem vivos, às vezes até pintando os olhos nas pálpebras para dar um realismo. E então eles fotografavam esses corpos, muitas vezes com seus familiares vivos em pé, ali ao seu redor.
Mas você deve estar se perguntando: por que eles faziam isso? Bem, na época, as doenças ainda eram um problema muito grande - haviam epidemias de febre tifoide, difteria, cólera, e o que mais você imaginar - então muitas famílias tragicamente perdiam suas crianças antes mesmo que pudessem ser fotografadas. Além disso, as pessoas mais pobres daquela época não tinham muito essa pressa de querer registrar seus entes. Pelo menos não até que ficasse bem claro que nunca teriam outra chance de ter uma imagem de um membro da família. Só que já era tarde demais. E esse era o momento que tinha pra fazer o clique.
A morte estava pra todo lado na era vitoriana, e eles até que estavam bem acostumados com isso.
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Falando em coisas mortas, será que a morte não daria uma ótima inspiração pra um lindo cartão de Natal? Embora as lembrancinhas dessa data hoje em dia geralmente tem fotos da família, árvores de natal ou paisagens de inverno com neve, os cartões festivos da era vitoriana incluíam pássaros mortos, palhaços, crianças fervidas, sapos assassinos, o diabo, bonecos de neve de filmes de terror e humanos com corpos vegetais.
No Natal na Era Vitoriana tava todo mundo muito louco? Bem, mas fato é que o Natal só realmente começou a decolar como um feriado omo a gente conhece hoje, lá na era vitoriana mesmo. Em 1843, Charles Dickens publicou seu livro intitulado A Christmas Carol, que, após uma reflexão posterior, dá pra perceber que é uma história bem assustadora. E isso coincidiu de ser no mesmo ano em que foi criado o primeiro cartão de Natal. À medida que as taxas de alfabetização foram aumentando, o envio de cartões de Natal começou a se tornar o fenômeno que é hoje. Aqui no Brasil a gente não tem tanto esse hábito, mas lá fora é bem forte.
Com base nessas imagens ameaçadoras, pode parecer que o objetivo era aterrorizar a pessoa que tava sendo presenteada com esse belíssimo cartão até o Natal do ano seguinte. Mas esses cartões eram, na verdade, considerados mais como obras de arte que provocavam conversas e eram frequentemente relacionados ao folclore e superstições da época.
Olha só, o diabo, por exemplo, que é uma presença frequente nos cartões de Natal da era vitoriana. De acordo com a lenda inglesa, o diabo realmente se juntou ao Papai Noel, sequestrando as crianças travessas e batendo nelas com um pedaço de pau.
Ganhar carvão no lugar do presente, hmm que nada! Se você foi malvadinho esse ano, você tomava era uma paulada do próprio diabo junto com o Papai Noel.
Até mesmo o Papai Noel era maluco na era vitoriana - além de contratar o próprio Satanás, ele é descrito como um cara que espia as criancinhas pelas janelas, e até enfia elas dentro de sua bolsa de brinquedos.
Até onde eu sei, raptar crianças definitivamente não faz parte do espírito natalino!
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Claro, talvez a morte teria sido um tema a menos na era vitoriana se esses caras parassem de comer arsênico.
A galera da era vitoriana colocava arsênico em tudo - medicamentos para reduzir a libido, papel de parede, brinquedos, tecidos e até produtos de beleza. Os padrões de beleza vitorianos favoreciam mulheres com pele pálida, e o arsênico pode causar perda de pigmento. Então você poderia tranquilamente ir até a loja e comprar um produto chamado Wafers de Tez, de Arsênico da Dra. Rose.
E eram exatamente o que pareciam: pequenas bolachas crocantes cheias de arsênico para as pessoas mordiscarem, na esperança de obter aquela palidez de cadáver fresca.
E o melhor: as bolachas foram anunciadas como "perfeitamente inofensivas".
De qualquer forma, eu não preciso te dizer, né que o arsênico não é assim, perfeitamente inofensivo.
O trióxido de arsênio é um composto metálico extremamente tóxico.
Pode até ser tolerado pelo corpo humano em quantidades muito pequenas, mas a exposição a longo prazo causa danos ao fígado e aos rins, queda de cabelo, conjuntivite, vitiligo e, claro, eventualmente a morte.
E não para por aí... Para piorar as coisas, se o seu corpo começar a criar uma certa tolerância, ele simplesmente se torna viciante.
Gente, e não é como se as pessoas não soubessem das coisas não, tá.
Por que o primeiro tipo de uso do arsênico, e que deixou ele conhecido: foi como veneno de rato. E, claro, houveram um monte de assassinatos por envenenamento por arsênico ao longo do século 19.
Mas, aparentemente, as pessoas pensavam que ia valer a pena só pra ter o brilho de Edward Cullen.
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A estranha obsessão dos vitorianos com morrer, e a morte em si, se estendia àqueles que morreram há milhares de anos atrás. Havia uma grande apreço por todo o estilo e pela cultura do Egito Antigo - um outro período também conhecido por seus intensos rituais de morte.
Os vitorianos adoravam se apropriar de artefatos egípcios, copiar a arquitetura egípcia e pintar com múmias egípcias. Sim, eu falei certo. Pintar COM múmias. Por que sabe o que eles faziam? Trituravam múmias egípcias para fazer pigmentos de tinta, especificamente pra uma cor chamada: marrom múmia. Nome perfeito!
Os vitorianos adoravam múmias - quem era da elite, que esbanjava do dinheiro, oferecia coquetéis sofisticados, onde as ataduras de uma múmia eram desembrulhadas, e a comunidade da arte vitoriana misturava restos mortais de múmias para usar nos trabalhos de pintura.
O intuito é que essa tinta, era para ser uma cor boa, especificamente para pintar tons em rostos humanos nos quadros. A prática acabou morrendo, mas não porque era nojenta, desrespeitosa e estranha, mas porque eles estavam ficando sem múmias.
Afinal, existem tantos egípcios mortos, e os museus estavam se tornando mais exigentes, querendo todas as melhores múmias para exibição. Então a demanda por múmia marrom superou a oferta, e alguns artistas menos exigentes desenterraram os corpos de criminosos recentemente mortos para moer, tentando duplicar a cor.
Só que felizmente, a prática de fazer tinta com múmias terminou no século 20. Você ainda pode encontrar um tubo de tinta da cor chamada ‘Mummy Brown’ na loja de materiais de arte, mas hoje em dia é feito de pigmentos sintéticos.
A era vitoriana foi uma época estranha. Cheia de inovação, mas ainda muito reprimida. Avançada cientificamente, mas ainda cercada de doenças e mortes evitáveis. Uma população em expansão que estava aficionada em sua própria mortalidade.
De muitas formas, os avanços tecnológicos e as mudanças culturais daquela época são refletidos até hoje no mundo moderno. Claro que não somos obcecados por fotos com mortos, não colocamos veneno em nossos corpos por vontade própria só porque achamos que isso vai nos parecer legais? Né? Certo?
Deixa pra mim aqui nos comentários, junto com outros fatos históricos macabros que você gostaria de saber a seguir.
Te vejo na próxima com mais fatos macabros.
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